Campanha transforma a vida de quatro crianças com deficiência

1 IMG_7175Todas receberam cadeiras adaptadas em evento da campanha Fazer o bem…TRANSFORMA, com a participação do CCS-SP.

Entre as cerca de 50 pessoas que participaram do evento de doação de cadeiras de rodas, promovido pela campanha Fazer o bem…TRANSFORMA, no dia 28 de novembro, em Cotia (SP), não houve quem não se emocionasse com a alegria das quatro crianças beneficiadas.

Cristina Faviere

Cristina Faviere

Reunido na casa de Cristina Faviere, idealizadora da campanha, o grupo era composto por amigos e colaboradores, familiares das crianças beneficiadas e de Cristina e associados do

Carlos Alberto Maglhães Junior

Carlos Alberto Maglhães Junior

Clube dos Corretores de Seguros de São Paulo (CCS-SP), incluindo o mentor Adevaldo Calegari. Uma das principais presenças no evento foi a do patrocinador de duas das quatro cadeiras doadas, Carlos Alberto Magalhães Junior, que também custeou a compra de um andador.

Ryan: apaixonado pela cadeira

Ryan

Ryan

Entre as crianças, encantou a todos a felicidade do pequeno Ryan, de 4 anos, que mesmo sem as pernas, subiu sozinho em sua cadeira de rodas. Ele e os pais Patrícia Santana e Aparecido Ribeiro, residentes em Licínio de Almeida, município do sudoeste baiano, vieram de ônibus para São Paulo para o evento em Cotia. Patrícia conheceu Cristina em uma instituição de atendimento a deficientes, na qual o pequeno Ryan faz reabilitação para adaptação às próteses das pernas.IMG_7133

Entretanto, ela conta que o menino precisava de uma cadeira porque não consegue permanecer muito tempo com as próteses. Apesar da deficiência, o pequeno Ryan não parou quieto durante o evento e mesmo sem pernas se locomovia com desenvoltura. “Ele é muito independente e quer fazer tudo sozinho”, disse a mãe. Segundo ela, ele não conhecia cadeira de rodas e tampouco sabia sobre o conforto que poderia proporcionar até vê-la no hospital. “Ele ficou pedindo uma o tempo todo”, disse.

Ryan e os pais

Ryan e os pais

A ansiedade aumentou quando viu a foto de sua cadeira enviada por Cristina Faviere para o celular da mãe. “Ele veio a viagem toda repetindo ‘minha cadeira, minha cadeira’. Se apaixonou pela cadeira”, disse. Para Patrícia, a cadeira doada pela campanha é uma benção. “Agora, ele poderá ir aonde quiser, ser ainda mais independente”, disse.

Os anjos na vida de Rafaela

Rafaela

Rafaela

Também comoveu profundamente os convidados o choro emocionado da menina Rafaela, de 10 anos. Feliz por ganhar sua cadeira de rodas adaptada, ela não conteve as lágrimas ao receber a notícia de que também ganharia o sonhado andador. Residente em Jardinópolis, cidade próxima a Ribeirão Preto, Rafaela também frequentada a instituição. “Foi lá que conhecemos o anjo Cris Faviere”, disse a mãe Eliana Aparecida Codato.

Rafaela e a mãe

Rafaela e a mãe

Ela conta que a menina tem vivido um drama desde que passou a usar uma cadeira inadequada. O resultado foram cirurgias no quadril e o agravamento do seu problema de locomoção. “Era uma cadeira padrão, que depois quebrou e também ficou pequena para ela”, disse. Rafaela também não saia mais de casa, segundo a mãe, porque o equipamento quebrado machucava suas pernas.

Eliana batalhava por uma cadeira adaptada para a filha havia dois anos. “Graças a Deus os anjos Cris e Carlos apareceram”. Na véspera de receber a cadeira nova, a mãe conta que Rafaela estava ansiosa e não conseguiu dormir. “Agora, a vida dela vai mudar totalmente, vai poder sair de casa. Agora, ela será a Rafaela de verdade”, disse.

Sentar é tudo o que Scarlet quer

Scarlet

Scarlet

Impossível não se emocionar diante da alegria de Scarlet, de 14 anos, ao escolher o shopping como o primeiro lugar a visitar com sua cadeira nova, mas no mesmo dia em que a ganhou. Depois de dois anos acamada por falta de cadeira de rodas, a menina que mora em São Mateus já tinha um roteiro pronto. “Além de tomar sorvete com as amigas e ir à bomboniere da esquina, ela vai ficar muito feliz de poder, simplesmente, ir até a cozinha e ao quintal”, disse a mãe Elaine dos Santos Simões.

Elaine dos Santos Simões, mãe de Scarlet

Elaine dos Santos Simões, mãe de Scarlet

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Scarlet e Cristina se conheceram na instituição e foi amor à primeira vista. “Minha filha se apaixonou pelo jeito da Cris, e ela pela minha filha”, disse. A mãe relata que a menina já tinha uma cadeira motorizada, que precisou ser adaptada. “Ela não pode fazer cirurgia e a coluna dela ficou muito ruim. Não levantava da cama desde 2013 e sequer podia sentar. Como não havia mais o que fazer, os médicos sugeriram a cadeira adaptada para que ela pudesse ao menos sentar”, disse.

Segundo Eliana, a filha não esperava andar um dia, mas queria pelo menos sentar. “Ela estava em cólicas à espera da cadeira. Era tudo o que ela queria. Agora, vai poder sentar e ter uma vida normal”, disse.

Mais qualidade de vida para Larissa

Larissa

Larissa

Larissa, de 13 anos, apesar de não conseguir expressar seus sentimentos devido à grave paralisia cerebral, sorria feliz ao estrear sua nova cadeira. Ela conseguiria, enfim, se livrar das dores nas costas provocadas pela velha cadeira quebrada. Residente no bairro Capão Redondo, a menina era levada pela mãe Elaine Cristina Mota de Souza à instituição, onde conheceu Cristina Faviere. “A cadeira dela era pequena, estava quebrada e machucava. A espuma cedeu, estava dura e ela reclamava de dor, ainda mais porque ela tem movimentos involuntários. Eu não sabia o que fazer para resolver o problema”, disse.

Larissa e a mãe

Larissa e a mãe

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Sem dinheiro para comprar uma cadeira adaptada, Elaine esperava por uma doação. Ela conta que ficou muito feliz ao saber que sua filha receberia o equipamento. “A Larissa fez aniversário e a cadeira é o seu presente”, disse. Em sua opinião, a vida da garota melhorará. “A cadeira foi moldada ao corpo dela. Agora, bem posicionada na cadeira, ela terá mais qualidade de vida e tudo ficará melhor”, concluiu.

Os benfeitores da campanha

Adevaldo Calegari

Adevaldo Calegari

A campanha Fazer o bem…TRANSFORMA iniciou em 2013 com a doação de cadeiras de rodas simples, compradas por meio da venda lacres de alumínio de latinhas de refrigerante e cerveja. Em março de 2015, passou a doar cadeiras de rodas adaptadas. Desde então, conseguiu o feito de beneficiar 14 crianças, a princípio com os recursos da venda de roupas doadas por uma famosa grife e, posteriormente, com a ajuda financeira de voluntários, alguns do CCS-SP.

Associada do CCS-SP, Cristina Faviere conquistou o apoio da entidade no início de 2014, ocasião em que Adevaldo Calegari assumiu a mentoria. Desde então, ela viu a iniciativa crescer e ganhar força. “Logo que a Cristina nos contou sobre a campanha, o Clube e todos os seus associados assumiram imediatamente. Isso foi muito bacana, porque fazer o bem é bom, mas é preciso ter a oportunidade e os caminhos adequados”, disse Calegari, durante o evento de doação. “Estar aqui, ajudando pessoas que precisam, não tem preço”, completou.

Raphael Alexander Swierczynski, QBE Seguros

Raphael Alexander Swierczynski, QBE Seguros

Por intermédio do Clube dos Corretores, a campanha recebeu a colaboração da QBE Seguros. No almoço de março, Raphael Alexander Swierczynski, presidente da seguradora, se interessou pela iniciativa e resolveu doar duas cadeiras de rodas adaptadas. Uma delas foi entregue no evento de novembro e a outra será doada no início de 2016.

IMG_7142Já no caso de Carlos Alberto Magalhães Junior, foi ele quem encontrou a campanha por meio do site. Depois de ter tentado doar as cadeiras por intermédio de outras instituições, frustrou-se com a burocracia e o impedimento de ver a sua doação chegar de fato às crianças necessitadas. “Quando ele me telefonou dizendo que queria doar as cadeiras, perguntei se era trote ou era um anjo. Ele respondeu que era apenas alguém devedor, que sentia a necessidade de retribuir as bênçãos de Deus”, relata Cristina Faviere.

Embora preferisse o anonimato, Carlos Alberto autorizou a divulgação do seu nome como benemérito da campanha para estimular outras pessoas. “Tomara que possa brotar mais pessoas como a Cris”, disse. Ele conta que durante uma fase de sua vida passou por problemas, mas teve a ajuda de Deus. “Do mesmo jeito que tive dificuldades, tive também o socorro da providência divina. Por isso, tento retribuir o que recebi de Deus”, disse.

Seguidor do espiritismo, Carlos Alberto se vê como um instrumento de Deus. “Fui o intermediário para que as cadeiras chegassem à Rafa e ao Ryan. Penso que não podemos mudar a vida de todo mundo, mas, talvez, nesse momento possamos a mudar a vida de algumas pessoas para melhor”, disse. Para ele, bastou a sensação de dever cumprido.

Parceria

Alexandre Escudeiro e Ricardo Valle, da Max Saúde

Alexandre Escudeiro e Ricardo Valle, da Max Saúde

Recentemente, a campanha firmou parceria com a Max Saúde, fornecedora de cadeiras de rodas adaptadas, que garante uma cadeira gratuita a cada cinco compradas. Presente no evento da campanha, os sócios da Max Saúde, Alexandre Escudeiro e Ricardo Valle contaram que a empresa está no mercado há cinco anos e tem sede em Atibaia (SP), onde também mantém uma loja conceito da marca, que vende desde cadeiras adaptadas até roupa para fitness.

Segundo eles, o preço das cadeiras varia entre R$ 3,8 mil até R$ 20 mil. Escudeiro explicou que todas as cadeiras são encomendadas ao fabricante de acordo com as medidas do deficiente. Em seguida, a Max realiza em sua oficina o serviço de adaptação. Dependendo da deficiência, a adaptação requer o uso de digitalização para estabelecer a medida precisa. Este foi o caso da pequena Scarlet, que por apresentar problemas na coluna, precisou de uma cadeira com a espuma medida por meio de digitalização. “Sempre pensamos na saúde da criança e na melhor postura na cadeira”, disse Escudeiro.

União entre amigos

IMG_7179Durante o evento de doação, Cristina Faviere explicou que além das duas cadeiras doadas por Carlos Alberto, uma era doação da QBE Seguros e a outra de Cristina, esposa de José Cunha, um dos sócios da Alto Padrão Corretora, que já doou outras duas cadeiras adaptadas. Gilmar Bizulli, também sócio da corretora, doou uma cadeira adaptada. “Então é isso, é a união entre amigos. Muito obrigada por confiarem no meu trabalho, porque realmente os beneficiados estão aí. Mas, sozinha não faço nada”, disse.

Encerrando as atividades no ano, Cristina Faviere faz um balanço positivo. Ela contabiliza 4 cadeiras doadas em 2013, ano de início da campanha, 44 em 2014 e 65 em 2015. Este ano encerrará com 14 cadeiras de rodas adaptadas doadas, das quais 9 já foram entregues. As demais serão entregues em janeiro. “Em 2016, a campanha continua com força total”, disse.

Texto: Márcia Alves

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