Márcia Del Bel vê tendência de aumento de mulheres na corretagem

Na sua trajetória profissional, diretora do CCS-SP observa que é cada vez maior a presença feminina na profissão.

Se no mercado segurador as mulheres representam 55% da força de trabalho, segundo dados da ENS, na corretagem de seguros elas correspondem à metade dos corretores em atividade. Recente levantamento da Fenacor revela que existem 15,9 mil mulheres na corretagem no país contra 33,6 mil homens. Em São Paulo, são 7,3 mil corretoras e 14,5 mil corretores. Os números demonstram que na corretagem as mulheres ainda têm um bom espaço para ocupar.

Para Márcia Del Bel, diretora do Clube dos Corretores de Seguros de São Paulo (CCS-SP), a tendência é de aumento do número de mulheres na área. Ela iniciou carreira em 1991 inspirada pela mãe, que também é corretora há 40 anos, e tem percebido ao longo dos anos a maior presença feminina. “Quando comecei havia poucas corretoras no mercado. Mas, hoje, já vemos mais mulheres atuando de forma muito competente e forte no mercado”, diz.

Sócia da Rosa Corretagem de Seguros, Marcia Del bel afirma que ama a profissão. Na sua trajetória profissional assegura que não enfrentou preconceito por ser mulher, mas tão somente as dificuldades inerentes à atividade. “Porque precisamos ter amplo conhecimento dos produtos para oferecer aos nossos clientes as informações e orientações necessárias”, diz.

Como todas as mulheres no mercado de trabalho, as corretoras de seguros também enfrentam a dupla jornada e os desafios de conciliar carreira e maternidade. Marcia Del Bel reconhece que a característica feminina de “abraçar o mundo” também se aplica às profissionais do mercado, mas avalia que a corretagem apresenta alguns benefícios para elas. “Nossa atividade é mais flexível, trazendo oportunidade para as mulheres se organizarem e conseguirem dar conta de tudo”, diz.

Na corretagem existem ramos mais apropriados para mulheres? Marcia Del Bel discorda, enfatizando que a maioria das mulheres tem por princípio se empenhar para aprimorar seus conhecimentos. Daí porque, os ramos que envolvem grandes riscos, por exemplo, não estão fora do foco das corretoras. “Elas têm todas as condições necessárias para atuar nesses ramos”, diz. Por outro lado, reconhece que os grandes riscos ainda são nichos explorados por uma pequena parcela da categoria, tanto homens como mulheres.

A pesquisa da ENS mostra que, atualmente, 53,5% dos postos no nível de gerência são ocupados por homens, enquanto as mulheres ficam com 46,5%. Mas, houve avanços, já que em 2012 elas exerciam 41% dos cargos nessa faixa. “Percebo uma mudança no nosso mercado, com mais mulheres em cargos de lideranças, o que é fruto da dedicação e competência”, diz.

Perguntada sobre alguma reivindicação das corretoras para melhorar as condições do mercado de trabalho, Marcia Del Bel decide ampliar o foco e se manifestar, não como profissional, mas cidadã.

Seria muito bom se pudéssemos ter num futuro próximo um mercado mais eficiente, no qual todos os impostos que pagamos, provenientes de toda a renda e produção geradas pelo nosso trabalho, fossem mais bem aproveitados. Seria maravilhoso ver a nossa contribuição ao país, por meio da nossa força de trabalho, que gera empregos e uma arrecadação significativa, ser revertida em mais benefícios e qualidade de vida para todos.

Fonte: CCS-SP | Texto: Márcia Alves

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s